Pierre Verger.
o sol se põe na praia da memória da minha infância.
O vento úmido do mar preenche meus pulmões de euforia-pacífica,
meu coração-pipa levita céus afora.
Trago o ar denso ao
ponto do meu olhar tonto
se perder na testa franzida:
Os tons pálidos se escurecem claros
e novo ocaso se mostra no acaso.
(Meus pés sentem o macio claro da duna areia-algodão,
meio-chão, meio-não).
4 horas da tarde no meu coração:
o sol se põe na praia da memória da minha infância.
Ser tudo,
cada coisa e instante,
expandir-se por todos os lados e todos os cantos,
bancos,
barrancos e suas quinas.
(Espremer o mundo entre os braços,
guardar o universo no punho cerrado --
senti-lo explodindo no próprio peito?)
Cada hora,
segundo,
instante,
intensos milésimos de segundos
eternos.
O infinito e o eterno,
O efêmero e o micro
em coisa-toda-só.
4 horas da tarde no meu coração:
O vento úmido do mar preenche meus pulmões de euforia-pacífica,
meu coração-pipa levita céus afora.
Trago o ar denso ao
ponto do meu olhar tonto
se perder na testa franzida:
Os tons pálidos se escurecem claros
e novo ocaso se mostra no acaso.
(Meus pés sentem o macio claro da duna areia-algodão,
meio-chão, meio-não).
4 horas da tarde no meu coração:
o sol se põe na praia da memória da minha infância.
Ser tudo,
cada coisa e instante,
expandir-se por todos os lados e todos os cantos,
bancos,
barrancos e suas quinas.
(Espremer o mundo entre os braços,
guardar o universo no punho cerrado --
senti-lo explodindo no próprio peito?)
Cada hora,
segundo,
instante,
intensos milésimos de segundos
eternos.
O infinito e o eterno,
O efêmero e o micro
em coisa-toda-só.
4 horas da tarde no meu coração:
o sol se põe na praia da memória da minha infância.
.
Quanto mais me sinto Eu,
mais anseio ser Tudo.
Até que não haja mais nada.
mais anseio ser Tudo.
Até que não haja mais nada.